domingo, 20 de março de 2016

OBSESSÕES COMPLEXAS E COLETIVAS: discutindo política espiritual.


Dia 17/3/2016 recebi e repassei uma convocação para mentalizarmos e pedirmos oração ao nosso país. Estava e está um momento tão denso, tão complicado, que entrei na vibração marcada às 21:00 horas.

O que eu vi me deixou apreensivo, em verdade, já estava apreensivo, apenas fiquei mais. E, durante todo o tempo que via algumas imagens que eu não sei INTERPRETAR, eu ficava pensando: minha alma vira à esquerda, caminha à esquerda, é quase gauche, como fazer? Explico a pergunta e dúvida, a questão. Não há neutralidade, nem jornalística, nem opinativa, nem judicial, nem mediúnica. Nessa esfera, como nas outras, a gente aumenta a nossa passividade, dá condições do ser que comunica se expressar o mais claro possível, isto é, mais ele. No entanto, ele fala por nosso intermédio, utiliza desde os nossos arcabouços cognitivos, afetivos até de nossa corporeidade. Ainda quando não há o mínimo contato, tudo se faz por telepatia, é ainda o meu filtro, o meu arcabouço, que vai dar voz, imagem ao recebido. Isto tem que ficar claro, para que não acreditem completamente que a mensagem do pastor, do médium, do jornalista, do juiz, favorável ou não, é isenta e neutra. Os demarcadores da isenção e da neutralidade são outros, por isso a defesa da democracia, por isso a defesa da República, por isso a defesa da divisão dos três poderes, para que nossas subjetividades mais intimas, pessoais, singulares e por tudo isso, acertadas, tenha outro filtro. A da republica é a CONSTITUIÇÃO. A dos religiosos cristãos é JESUS. Daí acreditar que ele defende a pátria, a família e a propriedade é um avanço subjetivo, coletivo. Mas, podemos defender, alardear, tomando o cuidado de não acreditar que estamos a mando do Sr Jesus Cristo. Já vimos as cruzadas, já vimos a idade média, nós sabemos como isso acaba, ou o que essa convicção sem desconfiar da própria convicção gera e produz. Não podemos cair nisso em pleno século XXI

I

Falava com uma amada-amiga de como uma grande parte de espiritistas e espiritualistas estavam desde a 1ª eleição de Lula soltando fogo pelas redes sociais. Como que cada um deles em sua maioria se transformavam, se alteravam, ou se mostravam radicais, intransigentes ao governo petista. E, eu sempre fico querendo compreender, fico querendo saber o que eles sabem que eu não sei? O que eles veem que eu não estou vendo?

Assim, antes de escrever sobre esses fatos eu fui procurar dois expoentes que eu gosto demais, tenho imensa simpatia e admiração por tudo que são e representam: Marilusa Moreira Vasconcelos e Robson Pinheiro. Vi que o Robson tem até psicografia de Tancredo de agosto de 2015 e um pronunciamento mais recente no qual ele se posiciona belamente. Tá, não tão belamente assim! rsrsrs. Mas, belamente, no sentido de marcar posição, de ir às ruas, de chamar o povo às ruas e também por captar o mesmo que eu captei, só que eu não me atrevo a dar nomes, INTERPRETAR como ele fez.

https://www.youtube.com/watch?v=3F9WjsFqgRM



E não me atrevo por qual motivo? Porque aprendi com o tempo a não personificar energia. Nada do que ele diz é irreal, mas as considerações que ele realiza vão até onde ele alcança. Isso é com todos nós. “Os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo.” Assim, falo apenas da minha aldeia, sem pretensão de que esse discurso seja geral e universal. E, desconfio, embora acredite, que muitos conseguem ter essa visão mais universal. Uma observação:

a distância entre a minha percepção mediúnica e sensitiva e a do Robson é daqui a Saturno e a distância entre a minha e a da Marilusa é daqui a Alfa Centauros. Não tem comparação no que se refere a capacidade, experiência, serviço prestado e qualquer outras que desejarem. Eles estão muito, mas muito a frente.  Então, porque eu vou discutir? rsrs

Porque eu sou da filosofia. Porque eu quero aprender. Porque eu acho que é fundamental trocarmos. Porque é importante deixar claro que não há neutralidade. Seria fabuloso sermos capazes de colocar o mundo entre parênteses (époche) e darmos um despacho- seja jurídico, jornalístico, mediúnico. Não somos. A mensagem que passa por nós leva um pouco da gente. Não há neutralidade. O juiz que declara voto a Aécio, que acusa um partido de petralha, por mais que ele deseje a neutralidade, ele está enviesado; o inverso é reciproco. E, como cada um de nós tem uma intencionalidade o que nos salva e nos redime é a transparência e o se pautar por um norte claro, no caso do judiciário a Constituição e os códigos da lei. No caso de nós médiuns a desconfiança que mesmo sendo a declaração de uma entidade, de um terceiro, ela passa por nós e fisicamente, espelha a nossa concepção, seja por sintonia, seja por vibração.

Sendo claro, eu tenho dúvidas, muitas dúvidas se eu ao receber uma mensagem do ACM não vou dar a ele uma guinada à esquerda, ou pior, vou fazer com que ele se envergonhe e assuma culpas de ações que ele não sente. O inverso é reciproco. Meu amigo Tancredo a quem tenho imensa estima não diz nenhuma mentira em sua análise, mas eu não ouso colocar rosto naquilo que ele diz, embora na mensagem tenha. E, das últimas vezes que tive notícia de Tancredo, isso faz mais de duas décadas, ele estava preocupado com seu neto. Não sei se a preocupação diminuiu, ou aumentou. Sei que o menino Aécio sempre nos preocupou. A mim de uma orientação mais a esquerda. A mim que compreende os desígnios do alto em dar a possibilidade da reencarnação em grupos adversários para a evolução de todos, individual e coletiva. Aclarando, até onde eu sei, Aécio não fez parte da luta no século XVIII pelos ideais de liberdade, igualdade, fraternidade; pelo contrário, lutou com unhas e dentes, extremamente afiados, contra nós. Mas, renasce no seio de uma família tradicional, de uma família na qual há ligações karmica e quiçá genéticas com os inconfidentes. Tancredo fora um inconfidente e tem nosso apreço e respeito. Mais do que isso, Tancredo organiza, auxilia no processo de transição de dois governos, o que dá o golpe, o que faz a abertura. A posição de Tancredo, a sua mensagem é emblemática por tudo isso, mas especialmente, por ser um grande politico e um grande articulador.

Onde quero chegar? Nas imagens que eu vi e nas representações que fiz e não sei sua correspondência com a realidade dos fatos. Nesses momentos os fatos são importantes para que cada um chegue a uma conclusão.

II



É fato que é um momento denso, complicado do nosso país e não precisa ser sensitivo, médium para perceber. O clima está pesado, sente-se nas ruas, nos olhares, nas mídias sociais, nas conversas entre irmãos.

No Brasil nós não ‘conhecemos’ esse clima. Essa tensão e apreensão no ar. Como diz o artista: “o silêncio que antecede o esporro!” Não conhecemos entre aspas, porque aqueles que saíram das senzalas e habitam as favelas sempre sentiram esse clima no ar. Para uma parcela da população do nosso país a única coisa nova é que agora o escarnio e o insulto é publico. Destila-se o ódio aos negros, aos pobres pelas mídias sociais, sem nenhuma reserva. Mas, o homossexual sempre sentiu esse clima, nós negros sentimos esse clima, os pobres fora de seu espaço natural, sentem esse clima. Quando a policia se aproxima, sentimos esse clima, quando tem que se procurar o posto de saúde, sabe-se desse clima e ele é tão denso, tão hostil, tão pesado, que a arte, o esporte é uma forma com que os caras a transmutam. A outra é pela violência, pelo sangue, pela morte. Mas, de modo geral, esse ódio nunca veio a superfície, somos cordiais.

III


Eu via nuvens negras, pesadas, sem forma, mas opressoras, opressivas. Elas não faziam nada a não ser movimentarem-se e a medida que movimentam afetam, transtornam, desesperam, enlouquecem. O que ganham com isso?

A gente fala da era de aquário e achamos que a era dourada irá e iria acontecer como um passe de mágica. Não, há resistência, a luta, a uma última tentativa de resistência. Eu acredito até que esse seja o último hálito do mal. Não que vai acabar a maldade, mas é que algumas forças estão sendo retiradas, conduzidas para outros orbes, mas o estrago que eles vem causando é imenso. Sabe ato de desesperado que tenta levar o máximo de pessoas consigo? Pareceu-me muito isso.

A visão de muitos colegas sensitivos e médiuns é a de que há uma obsessão complexa sobre o nosso PAÍS e que Lula, Dilma, os petistas de modo geral representam e simbolizam essa nuvem que descrevo, que eles são alvo e canal dessas forças. Eu como médium, filósofo tenho que discutir essa interpretação. Será mesmo? Posso estar enganado? Por que essas interpretações diante de um governo de ‘esquerda’?

Sendo claro, eu poderia ver nessa nuvem Aécio, Alckimim, Serra, Richa, Cunha, Bolsanaro e tantos outros. Mas, energeticamente, aprendi numa psicografia sobre drogas, que não posso. Ou melhor, pode-se, mas é ingenuidade, muitas vezes, um olhar apressado, ansioso, buscando um fechamento para algo que irá se definir daqui a pouco. 

Na psicografia sobre drogas compreendi que o tráfico não é de coca, ou de maconha, o tráfico é de ectoplasma. É pelo uso do ectoplasma que se dá toda forma de manipulação, dominação, subjugação, livramento e cura em nosso planeta. Os grandes manipuladores desencarnados e que se recusaram outra reencarnação (chato mesmo) estão sendo convidados a se retirarem do planeta, mas antes eles deixaram um bafo, que é como vejo essa nuvem. E esse bafo nos chegou. Essa nuvem tem caminhado pelo mundo, pelo menos foi a imagem que eles me mostraram. Ela não estaciona aqui, ela caminha, segue, do Iraque, Irã, Coreia, India, Siria, Paquistão, Serra Leoa, Africa do Sul, Venezuela, França, Bélgica, Inglaterra, Portugal, Espanha, Alemanha, Eua. Não há país incólume a essa baforada e não há tranquilidade enquanto ela passa. O que me chama atenção é o que fica e como ficamos depois que essa energia passa.

Agora, ela está no Brasil e precisamos compreender a lógica que ela atua.

Primeiro, ela não é exclusividade nossa;
Segundo, ela não deve ser personificada;
Terceiro, ela não cede e nem perde.

Na psicografia sobre as drogas, fiquei espantado quando num desdobramento, eu via que ‘os caras’ que no astral negociavam a chacina eram os mesmos que comandavam também do astral pastores a ‘queimar’ espíritos no altar. Essas forças estavam em todos os lugares. Na morte do repórter assassinado, eles estavam na negociação de captura de ectoplasma pela TV. Eles não perdem, não cedem e atuam no poder. 

Numa outra imagem que me fora mostrada meses atrás acerca da mineração, esses seres apareciam debaixo da terra. Na hora me veio o titulo do Eduardo Galeano: “ As veias abertas da América Latina.” E me reportou à África e os mesmos minérios que ao invés de gerar riqueza para todos, gera miséria em massa, um empobrecimento em todos os níveis. Eles sugam tudo.

No momento, nós estamos imersos nessa onda de tensão. Podemos acreditar que tem um lado certo composto de pessoas idôneas e outro lado oposto, errado, composto de pessoas demonizadas.

O que consigo compreender e captar é que a espiritualidade que conduz todo o processo em nome de um bem maior, espera que nos posicionemos, que enfrentemos os desmandos, os descasos, as arbitrariedades. Sinto que o desejo é o de não tolerarmos mais essa energia entre nós. O que é muito, mas muito diferente de atacar pessoas por vestirem camisa vermelha, ou agredirem outras por estar de camisa verde-amarela.

Em suma, o que percebo é que a questão não é a tomada de lado, se é de esquerda, ou se da direita, a questão é se nossos ideais são coletivos ou individuais? São democráticos e com isso republicano, ou são autocráticos e pretendem ferir o jogo republicano? Assim, a questão não é a disputa, mas como ela é realizada, em nome do que e de quem ela é feita. Nesse panorama o melhor é tentar ficar imóvel, irradiar luz para termos clareza. O melhor seria não engrossar as vozes do caos, do ódio, da balburdia, por mais que você acredite que é o correto, que está do lado certo.


Todas as vezes que entramos na raiva, no ódio ( e está difícil não ter e sentir) são essas nuvens que ganham. Eles ganham com nosso ódio, eles ganham com nossa raiva, eles ganham com nosso desamor. O que os alimenta é essa energia de tensão, de medo, de desconfiança, de insegurança. E aqueles que estão nos conduzindo nessa direção, são aqueles que estão influenciados por essas forças. E, não importa o partido. 

No cenário do Estado Democrático de Direito opositor sai dessa condição se tornando uma liderança, construindo ano a ano, ação por ação, condições de ter a confiança dos eleitores. Na democracia perder por um ou por dez milhões implica na aceitação da vontade da maioria e a construção para conquistar o voto que faltou, ou que faltaram. Não cabe a vaidade, não cabe o orgulho. A situação não pode ser alterada pelo poder econômico de uns, ou pelo acesso jurídico de outros. Na busca pela integridade, a mudança se faz integralmente de forma integra. 

De modo que, lutemos, mas sem ódio, ou melhor, nos posicionemos desconfiando que podemos estar enganados. 






2 comentários:

  1. Sem dúvida, não podemos querer a prisão dos corruptos, dos ladrões do PT, por que são do PT, torcendo por outro(s) partido(s). Devemos querer isso por uma questão de justiça e para limpar a política nacional dos maus políticos. Não devemos querer o impeachment de Dilma Rousseff por ódio ao PT, mas, por uma questão de justiça e pelo bem do Brasil. Sem ódio ao PT, devemos querer apenas justiça e a limpeza da política neste País. Do mesmo modo, não pode alguém fechar os olhos a tudo que vemos pelos jornais, ou dizer que é tudo mentira de uma mídia "tendenciosa", "parcial", apenas por ser "torcedor" do PT. Não pode alguém inventar que o impeachment de Dilma Rousseff é "golpe" apenas por torcer pelo PT. Quem errou deve "pagar" pelo seu erro, seja de qual partido for. Seja presidente, ministro, deputado, senador...

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    1. Salve Alex. Primeiramente, gostei por ter compreendido a essência do texto. No mais discordamos. Não acredito que operação lava-jato varre, limpa a política nacional dos maus políticos. Isso seria formidável, mas a corrupção em nosso país é mais funda do que isso. O que não deve impedir as investigações. Ainda sobre a lava-jato os vazamentos e as prisões não podem ser seletivas. E, caso o diálogo com a mídia seja na visão de Moro mais profícuo do que com seus pares, que se tenha a decência de possibilitar o contraditório, a ampla defesa; isto é, substituir o tribunal pela imprensa. De forma que o impedimento de uma presidenta, porque o governo dela é um desastre é golpe. A articulação midiática para dificultar a governabilidade e tentar mostrar que a corrupção brasileira começou no governo Lula e vai terminar no impedimento da Dilma, é golpe. Nossa corrupção é sistêmica, endêmica e precisamos de novas formas de seleção e escolha dos representantes que vão sair para ser votados, assim como a forma que os partidos recebem contribuição e financiamento de campanha. No mais, quem errou deve pagar, mas contra Dilma retirando má administração não há nenhum crime de responsabilidade. E má administração não fornece ensejo de perda de mandato. Pedalada fiscal, se for aplicado como muitos querem, não sobra um prefeito, um governador. De modo que a lei não pode ser uma exceção, ela precisa ser aplicada a todos. Abraços e vamos nos falando.

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