No
Tarot, esse novo é marcado pelo Arcano da RODA DA FORTUNA. Uma carta que simboliza o karma, o
movimento cíclico da vida nos seus inícios, fins, recomeços, altos e baixos, e
a nossa busca por estabilidade, por sermos agraciados pela Buena Suerte, a Fortuna.
No
entanto, o sentido é "fazer por onde" (1). É o diálogo com a
iniciativa, as realizações, o ímpeto e o impulso de realizar, fazer, criar,
construir. Sem perder de vista a força desse invisível (10) que movimenta as
coisas, aliada ao princípio que traz esse "fazer" mais para uma
estruturação coletiva do que para um individualismo narcísico.
Astrologicamente,
esse impulso estará presente na entrada definitiva de Netuno em Áries e Plutão
em Aquário. Duas forças que chamam para o individual, mas não para o individualismo.
É uma diferença que estamos aprendendo a compreender. Como ser indivíduo diante
da massa e como sentir-se parte do todo sem perder a si mesmo? Aqui está toda a
dificuldade individual-coletiva na qual estamos inseridos quando nos deparamos
com duas forças transpessoais (Plutão e Netuno) incidindo sobre dois signos
altamente individuais (Áries e Aquário).
Ao
adentrarmos as sensações, percepções e intuições netunianas — com toda a sua
dificuldade de distinguir, separar e discernir — somadas à força plutônica,
isso significa que seremos desafiados a iniciar coisas, feitos e ações (Áries)
que atendam aos nossos desejos mais internos, profundos e adormecidos.
Porém,
permitir que eles se movimentem apenas por essa intuição profunda, desconectada
do entorno, pode gerar grandes frustrações, mágoas e decepções. Netuno tem uma
forte tendência a transformar tudo em sonho, em delírio, em álcool, em drogas,
em fugas e escapismos. Áries tende a resistir a esses escapismos, mas a
tendência é que Netuno o envolva em suas névoas, em sua imensidão oceânica, e o
entorpeça (vícios) ou o adormeça (depressão). Os cuidados com a saúde mental
continuarão sendo uma constante.
Uma
constante potencializada pela força de Plutão em Aquário, que intensifica ainda
mais os arroubos de massa versus
individualidade — estamos pensando nas mídias sociais — acompanhados de rumores
de guerra e eleições em outubro no Brasil.
Tudo
isso será vivenciado tendo OGUM,
Orixá das batalhas e das guerras, regendo o ano no 1º semestre, e OXÓSSI, Orixá da caça e das
matas, no 2º semestre. Os irmãos das batalhas, que andam juntos, mais do que andar
juntos, brigam juntos. A luta de um é a batalha do outro.
As informações se
relacionam, interagem, mas todas elas apontam para a necessidade de nos
colocarmos, agirmos, irmos à luta.
Um 2026 com muita disposição
para todos nós.
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